Quakers

 Os «Quakers» (ou Sociedade dos Amigos)
Origem: O anglicano John Fox (1624-1691) aderiu por certo tempo aos batistas. Depois, convenceu-se de que rece­bera uma iluminação especial e, a partir de 1649, começou a percorrer a Inglaterra vestido como profeta e reunindo seus seguidores numa «Sociedade de Amigos» ou de Filhos da Luz». O povo lhes deu o nome de «quakers», visto que falavam e oravam em estado convulsivo (to quake = tremer, sacudir-se).
Fox foi aprisionado oito vezes. Conseguiu, porém, ir aos Estados Unidos em viagem missionária (1670-1673). William Penn (+ 1718) lá fundou em 1682 o Estado «quaker» que dele tem o nome (Pensilvânia).
Doutrina: A princípio, os «quakers» não tinham dogmas nem sacramentos; o elemento decisivo seria a «luz interior» dada diretamente por Cristo a cada crente. Não admitiam igre­jas constituídas, nem ministros ou pastores, já que julgavam estar no fim dos tempos. Até hoje pregam moral severa; rejei­tam toda espécie de divertimentos, a pena de morte, o serviço militar, os juramentos, os dízimos… O culto é realizado sem estrutura definida, de acordo com a inspiração dos partici­pantes.
Robert Barclay em 1676 procurou dar à seita idéias dou­trinárias sistemáticas. Esta tendência aos poucos foi provo­cando divisões entre os «quakers», de modo que hoje existem os «quakers molhados», os «combatentes», os «livres», etc.
Influência: Foi ampla. Empenharam-se pela abolição da escravatura, pela reforma das prisões, pela reorganização das instituições caritativas, pela igualdade política de homens e mulheres, etc. Desde 1780 libertavam seus escravos e ajuda­vam os outros a fugir.
Tornaram-se enérgicos homens de negócios, que no comér­cio impunham o preço fixo. Propugnaram a separação da Igreja e do Estado e exerceram notável influência na elabora­ção da Constituição dos Estados Unidos.

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